Carnaval do Rio 2018: É hoje!

A minha alegria atravessou o mar/ E ancorou na passarela/ Fez um desembarque fascinante/ No maior show da Terra…   Samba dos compositores Didi e Mestrinho para o Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do

A minha alegria atravessou o mar/ E ancorou na passarela/ Fez um desembarque fascinante/ No maior show da Terra…

 

Samba dos compositores Didi e Mestrinho para o Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador, em 1982, a emblemática palavra também está no título do livro de Haroldo Costa (É hoje! as escolas de Lan, editora Vitale, 1978).

 

Leitura obrigatória para entender um pouco da trajetória do carnaval carioca. É hoje, que tudo vai acontecer… É hoje, que mando a tristeza embora… É hoje, que é Carnaval…

 

Capitaneada pelo francês Alexis de Vaulx e pelos brasileiros Alan Chaves e Marcelo Sá, a INCENTIVOBRASIL, organização de caráter privado, reúne empresas nos grandes eventos em terras brasilis para relacionamento corporativo. Para o Carnaval carioca de 2018, os 940 m2 do espaço EUROPA BRASIL, além de classe e sofisticação, traz, também, ambientes interligados com visão privilegiada dos desfiles.

 

A abertura da festa na Marquês de Sapucaí, no domingo de Carnaval, ficará por conta da Império Serrano, campeã da série A, em 2017, seguida por São Clemente, Unidos de Vila Isabel, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Grande Rio, Mangueira e a Mocidade Independente de Padre Miguel, atual campeã, juntamente com a Portela. Na segunda-feira, desfilarão Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor de Nilópolis.

 

“O enredo é a forma mais recente da tradição oral, tesouro comum de todos os povos e raças, através da qual passaram para as outras gerações as suas lutas, vivências e experiências. Assim fizeram antes os bardos, menestréis e rapsodos nas canções de gesta e gritos africanos nos recantos das suas lendas, mitologia e ancestralidade”, escreveu Haroldo Costa em É hoje! as escolas de Lan.

 

“No livro Danças Dramáticas Brasileiras — continua Haroldo —, Mário de Andrade revela uma certa decepção quando diz: ‘É curioso constatar que jamais o brasileiro não tivesse a ideia de inventar pelo menos um bailado, se referindo historicamente a ele, aos seus fastos, glórias e tradições’”, revela Haroldo, complementando: “pena que o grande brasileiro não tenha vivido o bastante para ver as escolas de samba cantando e teatralizando episódios de nossa História e de nossa formação como povo em enredos onde, a uma só voz, ele é autor e interpréte”.

 

Carnaval do Rio 2018 | Matéria publicada na edição 102 da Revista Versatille