Ciência indica cinco comportamentos comuns de casais de longa data

Livro americano mostra que, em termos de hábito e até de aparência, amar é realmente contagioso

Você é influenciado em suas atitudes e modo de ser pelo seu parceiro/a num relacionamento e vice-versa. Essa é a conclusão de anos de observação de Joshua Wolf Shenk, autor do livro Power of Two: Finding the Essence of Innovation in Creative Pairs (Poder de dois: Encontrando a Essência da Inovação em Pares Criativos, em tradução livre), sem lançamento previsto no Brasil.

 

 

De acordo com o especialista em psiquiatria e psicologia, um longo relacionamento é capaz de criar uma “mente compartilhada”. Com isso, o modo como a pessoa que está ao seu lado vive e encara o mundo acaba interferindo diretamente no seu modo de pensar e agir diante das mais diferentes situações. Com base no livro, o site Business Insider enumerou alguns dos sinais que podem demonstrar que um casal vive há muito tempo.

 

 

Idioma próprio

Piadas internas, palavras inventadas. Quando um casal se comunica por um vocabulário que você desconhece, pode ser um sinal que eles convivem há muito tempo. Em uma pesquisa na década de 90, a psicóloga Carol Bruess, da Universidade Estadual de Ohio, chegou à seguinte conclusão: quanto mais frases secretas um par usa, mais feliz ele é.

 

 

Sem censura

De acordo com o livro de Shenk, casais que convivem há um bom tempo não têm pudor na hora de tocar em alguns assuntos. Além disso, é difícil que o parceiro ou parceira fique constrangido na presença do outro. Os longos relacionamentos, portanto, seriam capazes de destruir qualquer barreira de censura da sociedade.

 

 

Mesmos movimentos

Casais estão mais propensos a absorver uma mesma linguagem corporal. Segundo Shenk, isso ocorre por causa da “mente compartilhada”, que reúne hábitos e métodos dos dois envolvidos. Sim, é possível que os seus gestos sejam uma soma da postura de antigos affairs. Incrível, não?

 

 

Discursos equivalentes

Não, não estamos falando de ideologia ou temas do tipo. Além da “mente compartilhada”, Shenk também acredita em outro fenômeno: o “contágio emocional”. Com o decorrer dos anos, é provável que dois cônjuges compartilhem dos mesmos sotaques, falem em ritmos parecidos e até respirem durante as falas de modo semelhante. Um copia o jeito do outro – ou melhor, assimila os hábitos da pessoa amada.

 

 

Aparência de irmãos

Sabe quando um casal começa a se parecer demais a ponto de ser confundido com irmãos? Shenk se apoia num estudo do psicólogo Robert Zajonc para explicar que isso acontece por causa da “estrutura de coordenação compartilhada”, um fenômeno que faz com que músculos das duas pessoas passem a se espelhar após repetirem os mesmos movimentos durante um tempo.