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COM UM PROCESSO ABSOLUTAMENTE ARTESANAL, DANIELLE RAIOLA PRODUZ CERÂMICAS BONITAS DE SE VER E TER. SÃO PEÇAS PERFEITAS PARA COMPOR UMA MESA COOL, COMO SUGEREM AS TENDÊNCIAS ATUAIS Na infância, a paulistana Danielle Raiola adorava brincar

COM UM PROCESSO ABSOLUTAMENTE ARTESANAL, DANIELLE RAIOLA PRODUZ CERÂMICAS BONITAS DE SE VER E TER. SÃO PEÇAS PERFEITAS PARA COMPOR UMA MESA COOL, COMO SUGEREM AS TENDÊNCIAS ATUAIS

 

Na infância, a paulistana Danielle Raiola adorava brincar com argila e, com o passar do tempo, tomou gosto por observar a beleza de peças de cerâmicas. Em 2013, a economista de formação passou a ter aulas dessa arte com o professor José Maria de Pádua, do Ateliê do Zé, sem qualquer pretensão profissional.  “As aulas eram semanais e, entre uma atividade e outra, demorava muito tempo”, lembra.

Foi então que a moça aumentou o número de aulas e começou a ter, cada vez mais, gosto pela atividade artesanal. As peças que produzia viravam presente aos amigos. Até que um dia, um deles, Sérgio Waib, sugeriu a Danielle que fizesse desse hobby um bom negócio.

 

Para tanto, ela pensou, inicialmente, em organizar um evento, no final do ano de 2015, em casa, mas a proposta acabou crescendo e a primeira mostra desses produtos foi realizada na casa de carnes Feed, badalado endereço no bairro do Itaim Bibi. “O sucesso foi tão grande que vendi 400 peças em um só dia”, conta. Adepta à filosofia de “seguir os sinais”, a artista resolveu investir na ideia.  Pronto. Estava dada a partida de uma nova atividade profissional.

 

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Hoje, aos 42 anos, Danielle produz — em um ateliê localizado no bairro da Mooca, que funciona todos os dias e dispõe de uma pequena equipe — muitos utilitários, como jogos de jantar minimalistas ou com traço orgânico. “Há peças versáteis, caso de uma saladeira que pode ser usada como vaso”, comenta.

 

Ela confecciona, ainda, jogos de aperitivo, cinzeiros, bombonières, cachepôs, além de algumas outras poucas peças mais decorativas. “Eu trabalho tanto com a técnica de modelagem quanto a de torno”, explica Danielle. Depois de amassar o barro tratado, a artesã molda a peça, que, então, vai secar e receber acabamento. Depois de seco, o item passa por uma primeira queima, a 800 graus centígrados, com a qual fica mais resistente e “biscoitado”. A seguir vem a esmaltação e, finalmente, a passagem por um forno por volta de 1.200 graus centígrados. “Toda a vez é um prazer abrir o forno, ao final”, confessa a designer.

 

É um processo completamente artesanal, em que as peças são observadas todos os dias, para a conferência de que cada etapa foi cumprida exemplarmente. As peças assinadas por Danielle Raiola podem ser encontradas em lojas como a Blue Gardenia. No fim do ano, na loja de Giuliana Romanno, haverá, também, produtos inspirados na coleção de verão de Romanno. É só conferir.

 

DECÓR por Bob Jr | Matéria publicada na edição 100 da Revista Versatille