Joias de família: Silvia Furmanovich

VERSATILLE REUNIU TRÊS IMPORTANTES NOMES DA JOALHERIA BRASILEIRA — AMSTERDAM SAUER (STEPHANIE WENK), CARLA AMORIM E SILVIA FURMANOVICH — PARA UM ENSAIO FOTOGRÁFICO COM O RETRATISTA MARCIO SCAVONE, EM SEU ESTÚDIO, EM SÃO PAULO.   OS DEPOIMENTOS

VERSATILLE REUNIU TRÊS IMPORTANTES NOMES DA JOALHERIA BRASILEIRA — AMSTERDAM SAUER (STEPHANIE WENK), CARLA AMORIM E SILVIA FURMANOVICH — PARA UM ENSAIO FOTOGRÁFICO COM O RETRATISTA MARCIO SCAVONE, EM SEU ESTÚDIO, EM SÃO PAULO.

 

OS DEPOIMENTOS SOBRE A HISTÓRIA E TRAJETÓRIA DE CADA MARCA FORAM GARIMPADOS PELO REPÓRTER REYNALDO ESPÍNDOLA JR. O RESULTADO DESSE ENCONTRO FOI A SOMA DE BELAS IMAGENS COM AS ENTREVISTAS CONCEDIDAS PELA DIRETORA DE CRIAÇÃO DA AMSTERDAM SAUER, STEPHANIE WENK, E PELAS DESIGNERS DE JOIAS CARLA AMORIM E SILVIA FURMANOVICH.

 

PARA PUBLICAR NO PORTAL VERSATILLE, DIVIDIREMOS AS ENTREVISTAS EM TRÊS PARTES SEPARADAS.
CONFIRA HOJE A ENTREVISTA COM SILVIA FURMANOVICH!

 

SILVIA FURMANOVICH | ENCANTANDO O MUNDO DAS JOIAS COM MISTURAS DE MATERIAIS

O trabalho da designer de joias Silvia Furmanovich, 59 anos, está ligado à infância. Cresceu vendo o pai, o ourives Salvador Longobardi, sempre trabalhando na oficina de casa. O amor pelas joias vem de mais longe ainda: o bisavô, italiano, já trabalhava como joalheiro para o Vaticano. Em 1997, Silvia montou o próprio ateliê para criar suas peças e deixou a carreira na publicidade. Desde então, não parou mais de crescer. Em 2015, ganhou o prêmio de inovação no Couture Design Awards — espécie de Oscar das joias que acontece no Wynn Resort, em Las Vegas. Um ano depois, inaugurou nove vitrines na Bergdorf Goodman, uma das lojas de departamento mais chiques de Manhattan, em Nova York.

 

A designer está sempre em busca de novos materiais para as suas coleções. “Faz parte da minha criação a mistura de materiais e pedras, o gosto de descobrir o novo e a vontade incessante de sair do trivial”, diz. Ela trouxe a técnica da marchetaria, utilizada em móveis, para o mundo das joias. Usa vários tipos de madeira, como jacarandá e muirapiranga, combinados com ouro e pedras preciosas para criar suas peças.

 

A paulista Silvia Furmanovich é casada com o arquiteto Ary Perez e tem três filhos: Andrey, Anthony e Alexandre, que, também, é designer e empresário. A seguir, você confere um pouco mais da vida e a essência do trabalho de Silvia Furmanovich.

 

VERSATILLE — Como despertou a sua paixão para trabalhar com joias? Teve influência da família?

SILVIA FURMANOVICH — Minha paixão para trabalhar no mundo das joias foi despertada pela convivência com meu pai, Salvador Longobardi, que era um grande joalheiro artesanal, na década de 1960.

 

VERSATILLE — O que foi decisivo para você nessa transição de trabalhar com bijuterias e miçangas até chegar ao mundo das joias e de peças tão refinadas?

SILVIA — Foi durante um curso que fiz de joalheria. Estava na bancada do instituto quando fundi o ouro. Essa alquimia me encantou. A transformação do estado sólido para o líquido foi tão impactante que essa alquimia me transformou e senti que esse era o meu caminho.

 

VERSATILLE — Que tipo de material mais te atrai na elaboração de uma joia?

SILVIA — Além do ouro e das pedras preciosas, adoro trabalhar com madeira.

 

VERSATILLE — O que a levou a trazer a técnica da marchetaria, arte de encaixar pedaços de madeira entre outros materiais, para o universo da joalheria?

SILVIA — Trata-se de uma técnica realizada com tanta perfeição no encaixe da madeira que merece ser elevada a essa categoria.

 

VERSATILLE — Como você busca a inspiração para criar suas coleções?

SILVIA — A inspiração vem do contato com a natureza e com tudo que vem com o contato com as mãos, com o manual.

 

VERSATILLE — Qual é o grande diferencial do seu trabalho?

SILVIA — Usar materiais alternativos e transformá-los com outros elementos preciosos. Esta junção faz as minhas joias serem únicas.

 

VERSATILLE — Como é seu dia a dia no trabalho?

SILVIA — Criando e participando na produção de cada peça.

 

VERSATILLE — Qual a maior dificuldade em trabalhar com peças únicas?

SILVIA — Sempre me pedirem mais uma peça igual à única.

 

VERSATILLE — Qual é o maior estresse nessa profissão? Qual o segredo para afastá-lo?

SILVIA — Ter prazo para entregar uma coleção para o lançamento. Meu segredo para afastar o estresse é meditar todos os dias.

 

VERSATILLE — Qual a diferença na qualidade e no consumo das joias entre os mercados brasileiro e internacional?

SILVIA — O consumidor internacional é mais conservador que o brasileiro, com proporções menores e mais discretas.

 

VERSATILLE — Diante da crise atual, quais são as suas novas propostas no design de peças para incentivar esse mercado?

SILVIA —A inovação com a busca de novos materiais.

 

VERSATILLE — Qual o seu maior objetivo profissional?

SILVIA — Crescer sem perder a minha essência.

 

VERSATILLE — Como você define a designer Silvia Furmanovich?

SILVIA — Alguém que sempre procura por uma ideia nova; sabe que essa não vai ser a última e que tem a capacidade de se encantar com a vida.

 

VERSATILLE — Qual foi o seu momento mágico como designer?

SILVIA — No ano passado, quando conquistei nove vitrines na mais importante loja de departamentos do mundo, a Bergdorf Goodman, em Nova York.

 

VERSATILLE — Que joia você faria para representar o cenário atual em que o Brasil se encontra?

SILVIA — Um brinco de madeira de reflorestamento com uma pintura da floresta amazônica. Essa será minha nova coleção.

 

PARA PUBLICAR NO PORTAL VERSATILLE, DIVIDIREMOS AS ENTREVISTAS EM TRÊS PARTES SEPARADAS.
A PRIMEIRA ENTREVISTA É COM STEPHANIE WENK | CLIQUE AQUI PARA VER A MATÉRIA
A SEGUNDA ENTREVISTA É COM CARLA AMORIM | CLIQUE AQUI PARA VER A MATÉRIA
A TERCEIRA ENTREVISTA É COM SILVIA FURMANOVICH | CLIQUE AQUI PARA VER A MATÉRIA

 

ESPECIAL JÓIAS por Reynaldo Espíndola Jr fotografia Marcio Scavone | Matéria publicada na edição 97 da Revista Versatille