Melasma: as manchas que estão na mira dos dermatologistas

Conheça os fatores que desencadeiam, os tratamentos e os cuidados diários para cuidar e previnir os riscos de melasma

A melasma, as manchas amarronzadas que surgem principalmente na testa, nas bochechas e no buço, estão entre as queixas mais comuns das clínicas dermatológicas.

 

Cerca de 15% a 3% das mulheres sofrem com o melasma, segundo pesquisa realizadas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). O número de casos entre os homens também vem crescendo bastante.

 

Esse tipo de manchas surge por causa da maior produção de melanina – pigmento que dá cor à pele. Ainda não há soluções definitivas para o melasma, embora os novos tratamentos apresentem resultados empolgantes.

 

Os fatores que desencadeiam o melasma

 

EXPOSIÇÃO SOLAR

Quando qualquer parte do corpo é exposta ao sol sem proteção, a hiperpigmentação ocorre, também, na face — mesmo que tenha sido protegida. Isso porque a radiação solar estimula a produção de melani- na que leva ao bronzeamento da pele como um todo.

 

CALOR
Basta entrar em um ambiente com altas temperaturas — como um carro que ficou horas no sol — para as manchas escurecerem.

 

GENÉTICA
Embora o gene causador das manchas ainda não tenha sido mapeado, sabemos que a prevalência é maior entre morenas, negras e asi- áticas e, mais raro, em mulheres bem brancas, como as europeias.

 

ALTERAÇÕES HORMONAIS
O estrógeno, quando produzido em maior quantidade, na gravidez, no tratamento para fertilidade, e no uso de pílula anti- concepcional leva ao aumento da atividade dos melanócitos — células da pele que produzem a pigmentação da pele.

 

LUZ VISÍVEL
Toda e qualquer luz visível ao olho nu — a luz de computadores, celulares e lâmpadas. Isso aumenta a produção de radicais livres, e contribui para a piora do melasma.

 

As tecnologias antimanchas utilizadas no consultório

 

ELEKTRA
Laser que emite pulsos numa fração de tempo muito veloz. A vantagem é que destrói o pigmento por ação mecânica, e não pelo calor. Pode ser usado para tratar o melasma em todos os tipos de pele. A frequência é de quatro a seis sessões, uma a cada 15 dias.

 

HYDRAFACIAL
É um peeling tecnológico. O aparelho associa a aplicação de ácidos e ponteiras mecânicas que fazem esfoliação da pele. Além disso, ao final do procedimento é aplicada uma ponteira de LED infravermelho, que tem ação antiinflamatória, diminuindo o risco de hiperpigmentação. O tratamento deve ser feito no outono e inverno, para evitar os meses de maior radiação solar. São indicadas de três a oito sessões por ano.

 

DRUG DELIVERY
Pode ser feito com roller (rolo com micro-agulhas) ou laser. São realizadas microperfurações na pele com o objetivo de aumentar sua permeabilidade e consequente absorção de substancias clareadoras como vitamina C, ácido kójico, mandélico ou hidroquinona. Para evitar dor durante o procedimento, anestesia tópica é indicada. São indicadas quatro sessões, uma a cada quatro semanas.

 

Cuidados diários com a pele 

 

O filtro solar deve proteger contra radiação UVA e UVB, ter FPS, no mínimo, 30 e ser com cor, essa última característica para proteger contra a ação da luz visível.

 

Quando estiver exposta ao sol, reaplique-o a cada duas horas. Diariamente faça pelo menos uma reaplicação do filtro solar. Cápsulas orais de fo- toproteção, com ativos picnogenol, ácido tranexâmico ou polipodium leucotomus ajudam no combate ao aparecimento das manchas. Em casa prefira produtos com agentes clareadores arbutin, hidroquinona,ácidotranexâmico, que inibem a produção de melanina.

 

Mesmo que ainda não exista a cura definitiva para o melasma, os fatores que desencadeiam a hiperpigmentação da pele já estão bem estabelecidos. Isso ajuda a mapear as possíveis origens do problema para que se encontre a melhor forma de solucioná-lo. O lado bom da história é que as tecnologias existentes apresentam bons resultados para clarear as manchas e, seguindo as orientações corretas, é possível evitar sua recidiva.

 

 

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