O alto custo da indecisão

A incapacidade de decidir é o pior dos sofrimentos. Decida quem você é, defina o que você quer, faça seu custo-benefício e crie seu próprio fluxo. Passamos por um momento em que definir posições para nortear

A incapacidade de decidir é o pior dos sofrimentos. Decida quem você é, defina o que você quer, faça seu custo-benefício e crie seu próprio fluxo.

 

Passamos por um momento em que definir posições para nortear as escolhas, seja por perspectivas profissionais ou pessoais, tornou-se imperativo. Embora os conceitos se impliquem, o que falta é a consciência disso.

 

Muitos, desprovidos dessa consciência e de um sentido que sustente a determinação, sem um contexto e à margem das próprias medidas, vivem um estado de ausência e pouco conscientes, paralisam ou plagiam a direção de terceiros, sem uma crença que reforce o valor do propósito. E, assim, vivem indefinidos, nutridos por crenças frágeis, pagando o alto preço da indecisão.

 

Se a própria existência é incerta, a indecisão, claro, faz parte do gênero humano. Toda decisão traz consequências e não há problema, diante de certas situações, titubearmos na hora de decidir entre uma e outra possibilidade. A mestria de decidir carrega em si a indecisão como prévia do amadurecimento das definições.

 

O problema ocorre quando a indecisão define um estado, e não se posicionar se torna um posicionamento. Quando precisamos tomar uma decisão e não decidimos, indiretamente, decidimos por não nos posicionar, e, não agir numa situação que requeira ação, leva à constatação de que não estamos preparados e, provavelmente, adaptados à inércia, vivendo a angústia da indefinição.

 

Indecisos pelo despreparo, terceirizamos responsabilidades, acusamos o destino e justificamos as dificuldades para nos livrarmos do peso de ter que decidir. Quando essas condições se tornam convicções, temos um problema, pois o mundo é móvel, a fila anda e, precisamos seguir o fluxo, se quisermos nos manter ativos e não inertes.

 

Para seguirmos o fluxo, em qualquer circunstância da vida, precisamos “tomar decisões”. Quem toma consciência e traz para si a responsabilidade de agir já começa a definir uma direção. No processo de decisão é preciso buscar em si mesmo, e não no outro, as próprias definições.

 

A incapacidade de decidir é o pior dos sofrimentos. Decida quem você é, defina o que você quer, faça seu custo-benefício e crie seu próprio fluxo. O futuro requer definições. “Quem decide pode errar; quem não decide, já errou” (Herbert Karajan). A decisão mais certa para evitar o fracasso é estar decidido a vencer.

 

COACHING por Waleska Farias| Coach, Consultora de Carreira e Imagem | Matéria publicada na edição 98 da Revista Versatile.