Redes Sociais

Vivemos muitas “fases”, ondas. Vivemos a época dos gloriosos anos “70”, de memoráveis batalhas contra ditaduras e ditadores. Tínhamos causas para lutar. Claro que as drogas da época estavam incluídas no pacote. A maconha era

Vivemos muitas “fases”, ondas. Vivemos a época dos gloriosos anos “70”, de memoráveis batalhas contra ditaduras e ditadores. Tínhamos causas para lutar. Claro que as drogas da época estavam incluídas no pacote. A maconha era quase inocente…

 

Os anos 80 e as fantásticas músicas, criatividade e muito paz e amor pós Woodstock. As melhores bandas de rock se criaram ou se espalharam nesta época. Caiu o muro de Berlim, terminou a guerra fria e os anos 90 nos trazem a computação. O sonho  de consumo era o computador pessoal. Não demorou e o notebook assumiu a liberdade de movimento da “revolução” da informática.

 

Anos 2000 mostra a Internet. Agora sim, não só se pode computar em qualquer lugar como também se pode conectar com qualquer  pessoa em qualquer lugar em tempo real. Todos se conectam e tudo se conecta tornando o planeta de fato uma aldeia (teia-“web”) global. A comunicação planetária enfim é uma realidade.O telefone celular (e o smartphone) foi uma decorrência natural. O que se poderia esperar? Um telefone/computador de mão com capacidade de conexão planetária via Internet…

 

O gênio humano nunca para. A seguir  surge a mais nova cria do mundo conectado chamada de “revolução” das redes sociais. Agora não basta computar, ter mobilidade, estar conectado. Temos que saber da vida uns dos outros. Fim da privacidade. A separação entre público e privado desaparece quase sem notarmos e, curiosamente, por nossa própria iniciativa. WhatsApp, Messenger, Facebook, Google+, Tweeter, Instagram e outros nomes entraram na nossa vida, ao natural… Nos parece normal colocar informações sensíveis sobre nós mesmos. Damos informações pessoais sensíveis sem pestanejar. Empresas usam estas informações para vender mais, fazer marketing seletivo, e inclusive para recrutamento. Hoje já existe até etiqueta para comportamento nas redes…

 

O mais chocante é que apesar desta enorme “revolução” usa-se as redes sociais para frivolidades, fofocas e bobagens as mais diversas. Por que será que o ser humano evoluiu tanto para se tornar um fofoqueiro planetário? Será que não poderíamos usar as redes sociais para fins mais nobres como mudar o mundo para melhor, trabalhar pela ecologia,saber sobre de onde viemos, onde estamos e para onde vamos? Não seria extremamente útil se as redes sociais pudessem servir para mobilizar as pessoas para boas causas? Ao invés de idiotizar as pessoas, não seria melhor usar as redes sociais para educa-las, dar acesso a informações de saúde, segurança, cidadania? Ainda há tempo…

 

Carpe diem